O que são Demo Scenes? São encontros de nerds hardcore, comuns na Europa, onde eles mostram todo seu talento em programação com demos (Vídeos, geralmente com som ou não) que empurram o limite de algum hardware fraco (Eles gostam de fazer loucuras em máquinas de 8 e 16 bits) ou usando o mínimo de espaço possível.
Uma das demos mais incríveis da história da computação em geral foi um jogo de FPS com apenas uma fase (Completa, com armas e inimigos), que ocupou o incrível espaço de... 96 KB! O jogo se chama "kkrieger" (Com dois "K"s mesmo), e foi desenvolvido por um grupo de nerds alemães, que enxugaram o máximo possível de programação. Pra se ter uma ideia, o jogo é descompactado na RAM, e ali ele ocupa 500 MB.
Saca só o vídeo.
Apesar de eu não entender lhufas de programação, eu já tinha visto umas demos feitas em micrinhos véios como os Commodore 64, MSX, e até mesmo o Amiga. E ontem, eu descobri que existem sites que armazenam esses arquivos. Já baixei o kkrieger (Sim, começa com minúscula mesmo), e vi que tem muita coisa interessante nesses sites, em especial MP3 instrumentais sem copyright, feitos por esses mesmos times de nerds, e essas MP3 cabem muito bem em alguns projetos de jogos (Como o Xablau, que vai ser um Metroidvania com enredo único e recursos nunca vistos - Só me resta descobrir como implementá-los).
Uma pena que, nestes tempos de pandemia, Bolsonaro e dólar alto, os HDs externos estejam tão caros... Com certeza, eu vou precisar de pelo menos mais 1 tera...
Segue dois sites interessantes de demo scenes, onde pode-se baixar demos e músicas, e outras perfumarias que só os nerds hardcore conseguem fazer!
Bom, pra quem esteve nas ilhas Pitcairn de 2012 pra cá, vou dar uma palha.
O OUYA surgiu a partir de um projeto de Kickstarter, quando sua fundadora descobriu que os jogadores habituais de videogame estavam migrando das plataformas hardcore para coisas mais baratas, por exemplo, celulares com sistema Android. E o que ela fez? Um microconsole com sistema Android.
Só que o hype era tão grande, mas tão grande, que houveram problemas de distribuição dos consoles, controle de qualidade (Tanto do hardware quanto do software, explico isso depois), falta de assistência no pós-venda entre outras mumunhas, que fizeram os avaliadores de consoles darem notas duras para o OUYA, chamando-o, inclusive, de fraude. O hype virou decepção em poucos anos.
Sobre a falta de qualidade do software: O foco do OUYA eram os produtores independentes de jogos, mas sem quaisquer critérios de avaliação. Tanto é que o SDK para desenvolver jogos vinha junto com o console. Logo, qualquer um que conseguisse criar um jogo para o OUYA, ganhava espaço na lojinha online da empresa, e isso gerou alguns jogos memoráveis, mas ao mesmo tempo, uma torrente de joguinhos fracos, feios e sem pé nem cabeça (Flash fazendo escola). E lógico, não demorou para aparecerem os emuladores de videogames antigos, teve até emulador de PSP, Dreamcast e 3DO. Daí apareceu a verdadeira vocação do OUYA: Um console emulador de retrogames.
Lá pra 2015, Jack Ma (Sr. Alibaba) comprou a licença da tecnologia do OUYA, segundo ele, para usar em set-top boxes chinesas. O resultado, todos sabemos. Ainda nessa época, surgiram os novos consoles hardcore, o PS4, o Xbox One e o Nintendo Switch, com uma nova proposta, de atrair desenvolvedores independentes. ou seja, o trunfo do OUYA tinha sido inutilizado. Nem adiantou a nova versão do Ouya, com o dobro de armazenamento, o nome da companhia tava mais sujo que pau de galinheiro.
E surgiu a Razer para comprar o OUYA e a primeira coisa que fez foi... Parar de fabricar o OUYA. Isso porque eles também estavam com um console Android em produção - Que também não deu certo. E, em 2019, a Razer desligou os servidores da lojinha do OUYA. Quem baixou, baixou, quem não baixou, não baixa mais. Zeebo fazendo escola.
Mas como nada se perde, nada se cria, pra tudo se dá um jeito, em 2020 um grupo de alemães ergueu um novo servidor para os donos de OUYA continuarem a se divertir com o cubinho do prazer. Eles recebem apoio e novos softwares de gente de todo o mundo - E desta vez, tudo de grátis.
Este vídeo ensina como fazer o OUYA sair do caixão e voltar a mostrar serviço.
E se você só quer ter os joguinhos e emuladores, há uma biblioteca de aplicativos só para o OUYA nos Arquivos da Internet.
Bom, quem ler esse título deve estar pensando, "Ih, o cara esqueceu o gardenal em algum lugar e tá sem tomar faz uma semana", mas a coisa não é tão maionésica quanto se pensa.
É que a Autodesk lançou um serviço online chamado "Project Pinocchio", no qual você pode criar um modelo 3D através de templates, de forma intuitiva, com centenas de opções para escolher entre tipos de cara, olhos, cores de pele, cortes de cabelo, roupas (parte de cima, parte de baixo e sapatos) e estrutura corporal.
Os recursos, apesar de parecerem muitos, ainda são limitados (Não há opções como bigode/barba, óculos, chapéus e nem mesmo peito nu para homens! Também não tem roupas de artes marciais, e algumas roupas só têm uma opção de estampa), mas essas limitações passam despercebidas frente ao leque de opções de customização.
Cada parte do rosto, cada parte do corpo, pode ser misturada entre duas opções disponíveis, e temos os mais diversos tipos étnicos, como também temos tipos alienígenas, esquelético, Frankenstein e até um demônio. Se tivesse opção de colocar capuz, já podia fazer o Esqueleto, inimigo do He-Man.
Como não tinha como fazer o Esqueleto, resolvi fazer a mim mesmo, e o resultado foi esta feiúra:
E os modelos feitos no Project Pinocchio, além de poderem ser baixados, são compatíveis com os programas usados para fazer personagens na EF-12, que são o Maya e o Motionbuilder (Usado no Softimage e no 3DSMax [Óia ele de novo! xD] ), e posso importar para o Blender e daí exportar para a EF-12 também.
Mas corre! Segundo o comunicado mais recente da Autodesk, a moleza só dura até dia 28 de Fevereiro, depois eles tiram do ar.
Um dos meus mais favoritos jogos de luta para o PC voltou à vida graças a um maluco da Ucrânia. KwonHo - Fist of Heroes agora é jogável. Offline, mas jogável. O cara tá fazendo suas macumbas no Python pra ver se pode fazer o servidor rodar online e aí, só alegria.
Mas tô muito contente, rodei o KwonHo no meu PCzinho de loja (Semp Toshiba) e rodou mais redondo do que bola de bilhar. Som 100%, gráficos 100%, só as letras que ficaram um pouquinho fora do lugar mas isso é café pequeno. Ah, sim, e o personagem fica salvo.
Mas bem que poderia ter suporte a controle USB, né... ¬¬
O sistema de luta do KwonHo é simples e consagrado, o famoso "Três Desejos": Soco, Chute, Defesa. A maioria absoluta dos jogos de luta 3D tem esse sistema, nos quais posso citar as séries Virtua Fighter, Fighting Vipers e Last Bronx, da Sega; Battle Tryst e Fighting Bujutsu, da Konami; a série Dead or Alive, da Tecmo/Team Ninja; a série Fighter Maker da Enterbrain: entre vários outros jogos de várias outras softhouses.
Os personagens não têm pulo (Ter, até têm, mas é mais fácil andar pro lado do que pular), se movimentam totalmente em 3D, possuem diferenças significativas em seus estilos de luta e o melhor de tudo - São altamente customizáveis. Se alguém tiver acesso aos códigos da engine do KwonHo, imagine o estrago (No bom sentido) que poderia causar!Tô até imaginando, alguém conseguir colocar a Capoeira genérica de Fighter Maker ou o Drunken Boxe do Shun Di do Virtua Fighter. Ou ainda o Aikido da Aoi Umenokouji, também de Virtua Fighter, ou o Nunchaku do Joe de Last Bronx. Ou, as artes ninja de Ryu Hayabusa (Dead or Alive) ou Kagemaru (Virtua Fighter).
Agora que o KwonHo tá jogável, resta fazê-lo editável. Será o sonho se tornando Realidade.